O Olhar dos Outros

olhar dos outros

Muitos de nós podem por vezes ser penalizados e sentir-se inibidos pelos olhares dos outros, pelo medo de serem julgados, de serem gozados ou de parecerem estúpidos. São sentimentos que podem efetivamente atrofiar as ambições e capacidade de agir.

Então como fazer quando somos suscetíveis de sermos impressionados pelo olhar dos outros?

Como libertar-se desse peso?

Eis uma astúcia que permite eficazmente alienar-se dos outros, e assim ganhar autoconfiança, em capacidade de ação e audácia.

Não se trata de julgar! Em todo o caso não julgar os outros.

Porquê?

Porque julgando negativamente os outros, vamos alimentar no nosso íntimo a possibilidade dos outros fazerem o mesmo.

 

Quem não julga os outros aceita-os melhor e consequentemente aceita-se melhor.

 

Quando não julgas, quem te pode julgar? Quem tem o direito de o fazer? Já que não o fazes…

O facto de não se julgar os outros, de ver o positivo nas suas ações, de os desculpar, de ser bem-intencionado a respeito deles, mesmo quando estes são nitidamente mal-intencionados ou simplesmente parvos. Vai permitir-te ultrapassar-te uma grande parte dos bloqueios que podem estar presentes na tua existência em relação ao “olhar dos outros”.

Lembra-te: «Serás julgado como julgas!»

Isto significa que quando maldizes, quando criticas negativamente alguém, autorizas no teu íntimo os outros a fazerem o mesmo.

Se não gostares de críticas destrutivas, evita criticares. Isto melhorará a tua autoconfiança.

O olhar com que te vês é similar, ao olhar com que vês os outros.

Tu e o olhar dos outros

Um elemento a teres em conta para te emancipares do olhar dos outros, e reconhecer que cada um de nós tem tendência a pensar que o outro é melhor que nós, em uma ou mais áreas. Então lembra-te sempre que quando pensas que “fulano tal” é melhor que tu, existem fortes possibilidades dessa pessoa pensar o mesmo em relação a ti.

Talvez se devam mutuamente fazer essa pergunta?

Todos nós temos competências únicas. Que ninguém pode igualar. Ainda assim devemos ser capazes das identificar, das utilizar, para o nosso desenvolvimento pessoal e para o daqueles que nos rodeiam.

Ser auto-confiante é ir para além do olhar dos outros.

Se ainda assim te sentes intimidado com o olhar dos outros, podes reduzir o impacto em ti utilizando as seguintes técnicas:

Não julgar os outros

Não te deixes “afogar” por cenários negativos


Determinar com precisão os teus valores

Cada um é diferente e a nossa obrigação moral é aceitar todos como são. Acima de tudo nós mesmos.

Podes ainda memorizar as citações seguintes:

 

“Nenhum homem pode censurar ou condenar outro homem, pois nenhum homem conhece verdadeiramente o outro”

– Thomas Browne

ou ainda
 

“E sobretudo sejamos indulgentes uns com os outros”

– Paul Verlaine

O único olhar que conta

É aquele com que te olhas a ti próprio. O que os outros pensam não tem qualquer importância.

Deixa-me dizer-te algo que aprendi com a experiência, num local de grande desenvolvimento pessoal. Os outros…não estão nem aí! Temer o olhar dos outros é apenas fruto do nosso egocentrismo, da nossa insegurança e falta de confiança.

Quem te pode julgar? Que te pode mandar a primeira pedra? Claro que serão aqueles que julgam, aqueles que ainda temem o olhar dos outros. Aqueles que ainda usam a mascara da pressão social.

Poucos são aqueles que são autênticos e vivem sem fardo. Mas tu podes fazer parte desse grupo se assim o desejares…
O teu trabalho consiste em teres uma boa imagem de ti próprio.

Pelos teus atos e ações, vais forjar o olhar que o “outro tu” (a tua consciência) vai ter de ti. Se tiveres orgulho de ti deixarás de temer o olhar dos outros.

E se te sentires desconfortável para iniciares seja aquilo que for, pois corres o risco de passar por um falhado, um incapaz ou um idiota. Pensa nisto:

É pior ter arrependimentos por não ter feito do que remorsos por ter tentado.

Falhar faz parte do sucesso. Se o olhar daqueles que nada tentam te paralisa, lê novamente o parágrafo anterior e lembra-te sempre que não há nada pior do que não tentar.

“Faz alguma coisa, e se não conseguires tenta de novo”

– Franklin Rosevelt

e ainda:
 

“Julgar ou outros é julgar-se”

– Willliam Shakespeare


e para terminar:


“A natureza deu aos homens o fazer e deixou aos outros o julgar”

– Vauvenargues


Para concluir, devemo-nos borrifar literalmente para o olhar dos outros.

Quando este apenas se contentar de crítica construtiva, é evidente que poderá ser uma ferramenta útil para aquele que quer progredir. Poderá servir para medir o grau de incongruência entre aquilo que somos e aquilo que parecemos.

Este feedback construtivo ajuda-nos a progredir, a melhor comunicarmos, a melhor passarmos a mensagem, a nos adaptar e a corrigir eventuais falhas. Mas em caso algum deve ser inibidor.

Quem me ama que me siga como sou…e me melhore com amor.

Forte abraço!

Autor: oliviercorreia

Sou um tipo bem disposto. Um pai de família. Há pouco mais de uma ano atrás, resolvi dizer basta ao emprego tradicional e a passar 10 horas por dia fora de casa, longe de quem amo. Hoje conquistei a minha liberdade, quer de tempo, quer financeira. Trabalho a partir de casa na Internet, faço o meu próprio horário e não dependo de patrões nem empregados. O meu foco principal é ajudar outros a fazerem o mesmo, ensinando-lhes as competências necessárias para tal. Se te interessa este estilo de vida e um rendimento bem acima da média, contacta-me.

13 opiniões sobre “O Olhar dos Outros”

  1. Meu amigo simplesmente adorei o teu artigo!
    Como é de esperar conteúdo de valor, adoro aprender contigo.
    És uma pessoa com uma atitude, que dá gosto ser teu amigo e fico muito feliz por sê-lo!
    Um grande e forte abraço Miguel Gouveia

  2. Um artigo com uma perspetiva muito interessante. Quando julgamos os outros, geralmente estamos a julgar-nos a nós próprios, porque aquilo que vemos nos outros, é um espelho do que nos somos, e transmitimos, Grato Olivier

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