O Samurai e o Monge

 

“Ninguém recebe sapiência, é preciso descobri-la por si próprio”
– Marcel Proust

 

Um dia um samurai foi ver um monge e disse-lhe:

– Monge, ensina-me coisas sobre o céu e o inferno.

O monge levantou os olhos em direção ao enorme samurai e respondeu:

– Ensinar-te a ti sobre o céu e o inferno? Deves achar-te alguém de extraordinário, estás sujo, cheiras mal, o teu sabre está ferrugento. Quem é que poderia contratar um samurai como tu? És repugnante e tolo, vai-te embora daqui!

Os músculos do pescoço do samurai crisparam-se e as suas veias quase que rebentam de raiva, o samurai num gesto rápido e preciso saca do seu sabre para matar o monge.

No mesmo instante em que o samurai se prepara para separar a cabeça do corpo do monge, este olha para o samurai e diz-lhe:

– Isto é o inferno

O samurai compreendeu então que o monge quase sacrificou a sua vida para lhe dar este ensinamento, ficou de tal forma impressionado pela coragem e compaixão que o monge acabara de fazer prova, que guardou o seu sabre e se curvou perante este em sinal de respeito e apreciação pelo magnífico gesto do monge e disse:

– Nem acredito no que acabaste de fazer, arriscaste a tua vida para me ensinares.

O monge respondeu-lhe:

E isto é o céu.

A Ciência de Deus

Não é a luz que morre ao contacto com as trevas, são as trevas que morrem ao contacto com a luz.

– Omar Khayyâm

 

Um professor universitário desafiou um dia os seus alunos com esta pergunta:

– Deus criou tudo o que existe?

Um dos estudantes responde orgulhosamente: «Sim, claro que criou!»

 
O professor responde então:

– Se Deus criou tudo, também criou o mal. Então se o mal existe e foi criado por Deus, significa que Deus é mau.

 

 

O estudante permaneceu calado diante de tal resposta.

O professor “pavoneava-se” orgulhoso dele próprio por ter provado uma vez mais aos seus alunos que a fé não passava de um mito.

 

 

Um outro estudante levantou o braço e disse:

– Posso colocar-lhe uma pergunta professor?

 

– Claro que sim respondeu este.

 

– Professor, o frio existe?

 

– Que raio de pergunta é essa? Claro que existe. Você nunca teve frio?

 

– Na realidade professor, o frio não existe. Segundo a lei da física, aquilo que consideramos frio, é de facto a ausência de calor.

Todo o individuo ou objeto possui ou transmite energia. O calor é produzido por um corpo ou matéria que transmite energia. O zero absoluto (-273,15 °C) é a ausência total de calor.

O frio não existe. O Ser Humano criou esta palavra para descrever aquilo que sentimos na ausência de calor.

 

O estudante continua:

– Professor, a escuridão também existe?

 

– Claro que existe!

– Mais uma vez está enganado professor, a obscuridade não existe. Na realidade o escuro é a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas não podemos estudar o breu

Podemos utilizar o prisma de Newton para fragmentar a luz branca em várias cores e estudar os diferentes comprimentos de onda de cada cor. Mas não podemos medir a escuridão.

Um simples raio de luz pode irromper numa vasta escuridão e iluminá-lo. Como pode saber o espaço que ocupa a escuridão? Medimos a quantidade de luz presente, isso sim, não é verdade?

A escuridão não passa de um termo utilizado pelo Homem para descrever o que acontece na ausência de luz.

 

Finalmente, o jovem pergunta ao professor:

– Professor, e o mal? Existe?

 

– Claro que sim, aliás já o disse anteriormente. O mal vê-se por todo o lado todos os dias. Está nos exemplos do quotidiano o Homem ser desumano com o próprio Homem. Vê-se na multitude de crimes e de violência praticada um pouco por todo o lado.

– Não professor…o mal não existe! Ou melhor, não existe por ele mesmo. O mal é apenas a ausência de Deus em si. É como a escuridão e o frio, uma palavra que o Homem criou para designar a ausência de Deus nele mesmo.

Deus não criou o mal. O mal não é como a fé ou o amor, que existem tal como a luz e o calor. O mal é o resultado que acontece quando o Homem não amor no seu coração. É como o frio que aparece na ausência de calor ou a escuridão na ausência de luz.

 

O professor sentou-se

 

O aluno chamava-se Albert Einstein.

 

Possivelmente já conhecias esta história, no entanto não quis deixar de a contar, pois serve de referência para muitas verdades escondidas e muitas falsas crenças, mas é sobretudo uma lição de conhecimento e humildade.

 

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As Historias Do Meu Blog – As Duas Rãs

#9 – Vídeo História da Crónica “Historias Do Meu Blog”.

 

As Duas Rãs

 

É impossível, diz o orgulho.
É arriscado, diz a experiência.
É sem saída, diz a razão.
Experimentemos, diz o coração.

– William Arthur Ward

 

 

Duas pequenas rãs eram amigas de longa data.

 

Uma delas era alegre e otimista, enquanto que a outra estava muitas vezes de humor cinzento.

Num final de tarde, enquanto passeavam na floresta, à beira de um charco, viram ao longe uma luz.

Aproximaram-se e depararam-se com um alpendre de uma casa bem iluminado.

Curiosas, entraram na casa e descobriram um verdadeiro parque de diversões para rãs. A pequena casa de madeira, estava repleta de jarros, potes de todos os tamanhos e feitios e um número infinito de todo o tipo de recipientes.

 

Puseram-se então a saltar que nem umas loucas, estavam completamente eufóricas de tanta brincadeira.

Até que caíram as suas dentro de um enorme pote de natas!

Aflitas e sem conseguirem sair do enorme pote, que tinha as paredes lisas e gordurosas das natas, apenas lhes restava dar à perna para não se afundarem.

 

 

A rã de humor cinzento disse:

Este cheiro a natas é completamente enjoativo, e de qualquer forma nunca sairemos daqui!

Continua a dar à perna disse a rã otimista, nunca ninguém viu uma rã afundar-se num pote de natas!

Não aguento mais, disse a rã de humor cinzento, não serve de nada!

 

Deixou-se ir e afogou-se nas natas…

A rã otimista, cheia de tristeza pela sua amiga, continuou a dar à perna até ficar sem forças. Já tinha a cabeça á roda e a visão turva e, quando estava no limite, sentiu algo firme debaixo dela e conseguiu sentar-se!

 

Estava sentada num enorme pedaço de manteiga!

 

A moral desta história, é que sempre que a vida te prega uma partida e achares que tudo está perdido, é então aí que deves meter mais ação. É aí que deves reagir e fazer muito mais do que farias se tudo estivesse bem.

 

Sai da tua zona de conforto, mete ação!

 

Um grande abraço e até à próxima história