Os Segredos da Autoconfiança em 5 Etapas 3/5

Nos últimos dois artigos desta série de 5 (que podes ver AQUI) falei-te de tomada de decisão e responsabilidade e visão e motivação


Hoje vou falar-te sobre pequenos passos para atingires grandes mudanças.

Este é então o terceiro artigo desta série de 5 e tem por título:

3- Gandhi & Pequenos Passos para Grandes Mudanças




Agora que já decidiste mudar a situação e que sabes porque o queres fazer, só te resta passar á ação!

De facto, apenas a passagem á ação de vai trazer resultados!

Atenção, não deves aqui fixar objetivos irreais nem demasiado elevados, estamos a falar das ações diárias. Pensa grande sim! Mas começa com pequenos passos. O importante agora é seres consistente e perseverar.


“Sê a mudança que queres ver no mundo”
– Gandhi

 

 

 

Todos os dias faz algo novo, algo diferente que te faça sair da tua zona e conforto.


Mais uma vez, faz com que estes pequenos desafios sejam exequíveis. Com a repetição diária, esta nova ação vai ser cada vez mais fácil. É assim que vais alargar a tua zona de conforto!


Recomeça uma nova ação que te faça sair da tua zona de conforto, até que essa ação fique fácil de fazer.



“Pouco importa a velocidade a que avanças, desde que nunca pares.”
– Confúcio

 

Não percas o próximo artigo desta série: 4- Buda & a Vida em Consciência.

Forte abraço!

O Artigo que vai mudar a tua visão do mundo.

O Artigo que vai mudar a tua visão do mundo.
Proponho-te aqui o mesmo tipo de “ensaio inicial”, que durante milénios foram propostos, em sociedades secretas.

Vou aqui propor-te, praticamente à letra, o que Morpheus propôs a Neo no filme The Matrix .

Toma a cápsula azul e pára aqui já. Fica na tua vida, confortável e comum, as tuas crenças não serão confrontadas.

Toma a cápsula vermelha e já não poderás voltar atrás. A tua vida transformar-se-à, descobrirás o mundo sobre uma nova perspetiva. Um mundo onde a realidade ultrapassa a ficção.

Então, estás pronto coelhinho branco?

Optaste pela cápsula vermelha, por abrir a mente e levantar o véu da realidade do nosso mundo

Vou então propor-te uma leitura que me fez mudar a minha visão do mundo…

Se seguires bem tudo ordenadamente, poderás assimilar facilmente as ideias e os factos. Não te precipites diretamente para o fim. O que te proponho é tão louco e invulgar, que se começares pelo fim, arriscas-te a rejeitar tudo por inteiro.

Proponho-te aqui o mesmo tipo de “ensaio inicial”, que durante milénios foram propostos, em sociedades secretas. Os tempos de hoje, não estão mais para segredos, estando assim a informação toda disponível de uma só vez. No entanto existe um elemento que se mantém válido.

O Importante, não é o objetivo, mas sim o processo percorrido em direção ao mesmo.

 

Assim sendo, percorre este artigo com tempo e calma, é um pouquinho comprido. E toma o teu tempo a leres, veres com olhos de ver e até ouvir os conteúdos que te proponho. São também estes que vão operar a transformação que aqui te é proposta. Este artigo é apenas o fio condutor, que te vai ajudar no caminho da tua jornada.

 

Proponho-te, mudares a tua visão do mundo. Ou seja, proponho “sacudir” os teus valores e crenças, e substitui-los por outros.

Se regressarmos no tempo, ao sentido original da palavra “valor”, descobrimos que o valor é a força da vida (valor, valere…ser forte…)

Os valores humanos que em nós habitam, são os fundamentos da força que nos faz viver.

Proponho então, desafiar os teus valores. Proponho que desafies a força que te faz viver, a tua motivação de base. Proponho que mudes o que traçou o rumo do sentido da tua vida!

Ainda aí estás?

Ótimo, prossigamos,

Nos anos 1950-1960, o psicólogo Clare Graves, tentou classificar e comparar os valores de base dos seres humanos. Descobriu oito grupos nos quais podemos reunir os seres humanos que têm valores comuns.

 

Graves fez notar que ao longo da sua vida, um ser humano evolui, muda de visão do mundo e de valores. Assim no decorrer de uma vida, o ser humano evolui e muda de grupo. Mas não muda aleatoriamente de grupo de valores, segue uma ordem.

 

Assim, Clare Graves mostra que os seres humanos evoluem, mudam de valores, passam por etapas numa ordem precisa, que colocou numa espiral, aqual os seus sucessores denominaram de espiral dinâmica integral.

 

Graves, fez igualmente uma reaproximação entre a evolução de um individuo em diferentes idades sobre as etapas da espiral dinâmica, e a evolução de sociedades humanas completas.

 

As civilizações humanas, seguem a mesma evolução sobre a espiral que os indivíduos.

                           

Conhece-te a ti mesmo

Se queres mudar de valores, de visão do mundo e descobrir este mundo incrível que te vou aqui apresentar, e preciso que saibas quais os teus valores atuais, É preciso que saibas onde te situas e até onde queres ir.

A espiral dinâmica é uma ferramenta interessante para te situares. Não passa no entanto de um exemplo modelizado. Podem fazer-se diferentes interpretações e formulações das etapas. Podes até encontrar-te entre duas etapas.

Talvez seja por isso que continuas a ler?

Sobrevivência (castanho)

A primeira etapa da espiral diz respeito á sobrevivência. Para um ser humano, é o momento onde é recém-nascido, totalmente dependente da sua mãe para tudo.

Não existe atualmente, nenhuma sociedade humana baseada nestes valores. Há 100.000 anos atrás, os primeiros grupos de caçadores viviam assim. O seu lema era: A sobrevivência entes de tudo!

Animismo e tradição tribal (violeta)

A segunda etapa da espiral apareceu há 50.000 anos com o instinto tribal. A tribo é o caloroso ninho a preservar. O lema adaptado a esta etapa é: “Sacia os espíritos, submete-te aos anciãos e á tradição”

                                                                

O Império Bárbaro (vermelho)

A terceira etapa marca um desejo de se exprimir. Aliás, na espiral, as etapas caracterizam-se por uma alternância entre a vontade de se exprimir o seu próprio eu e a vontade de seguir regras exteriores.

A terceira etapa, apareceu há 10.000 anos atrás. É a etapa dos impérios sanguinários, o seu lema é: Sê o que és. Faz o que queres, como queres.

                                                              

O dogma religioso (azul)

A quarta etapa é aquela que pacificou a Europa invadida pelos bárbaros. Na verdade os bárbaros mudaram de valores. Converteram-se ao cristianismo, e a história da Europa mudou radicalmente.

Eu penso que o mundo ainda pode mudar radicalmente a partir do momento em que formos muitos a ter mudado valores com esta nova visão do mundo, que proponho mais abaixo.

Mas por agora, voltemos aos nossos bárbaros convertidos ao cristianismo.

O lema desta etapa é: “A vida tem um sentido, há regras a seguir para se atingir um objetivo último e grandioso.”

Esta é a visão do mundo das grandes religiões monoteístas. Mas esta etapa pode também aplicar-se aos regimes totalitários do século 20 (Nazi e Comunista) que estavam prontos a tudo na esperança de criar um mundo ideal.

Uma grande parte das sociedades humanas, ainda vive segundo esta visão. Pode então ser a partir daqui, que pode haver uma etapa que te diga respeito.

                                                

Lê bem as próximas etapas, são aquelas que concernem a maioria das pessoas que ler este artigo. É preciso ter compreendido esta noção de evolução por etapas na espiral, antes de descobrires os factos incríveis que te vou apresentar.

O Capitalismo (laranja)

A etapa seguinte é interessante, pois diz-nos respeito. É a etapa que chega logo após de se ter cansado de uma verdade última que não chega.

A expressão do eu reemerge. O interesse pessoal prima.

Esta etapa diferencia-se do império bárbaro, pois nem tudo é permitido. Age-se segundo as regras do jogo. Mas também influenciamos as regras. Bane-se geralmente a violência física.

Esta é a etapa onde se transformam inimigos em adversários. É a etapa onde a democracia substitui o estado feudal.

O lema daqueles que vivem segundo os valores desta etapa é: “Aproveita as oportunidades que o mundo te pode oferecer, joga o jogo e ganha-o!”.

É a etapa onde se encontram as sociedades capitalistas atuais.

                      

É a etapa onde se encontram os apaixonados do comércio internacional, os tubarões das finanças e todos aqueles que os têm por modelos.

Se te acontece dizer: “É uma boa oportunidade, não é muito ético, mas se não for eu há-de ser outro a fazê-lo” então existem muitas chances que uma boa parte dos teus valores profundos, estejam ancorados a esta etapa da espiral.

Será o teu caso?

A comunidade (verde)

A etapa seguinte acontece no momento em que realizámos, que o nosso proveito pessoal e o facto de ganhar-mos pisando os outros já não nos faz felizes.

 

É o momento onde o interesse pela comunidade emerge. É a etapa na qual se tem o interesse geral, mesmo que por vezes esse interesse vá de encontro ao interesse pessoal.

É o momento onde se proclamam os direitos de igualdade. Onde militamos para que os recursos naturais sejam bens comuns ao conjunto da Humanidade.

O lema adaptado a esta etapa é: “Acha a paz interior procurando a dimensão humanitária da comunidade”.

Se abraças o humanitarismo e/ou apoias organizações não-governamentais de caráter humanitário. Os teus valores de base estão provavelmente ancorados nesta etapa da espiral.

                                         

Estatisticamente, a maioria das pessoas que ler este artigo possuem os seus valores ancorados a uma das duas etapas anteriores ou encontram-se entre ambas. ER (laranja) e FS (verde). É de alguma forma, bastante caricaturada e sem nuances, o afrontamento politico entre a esquerda e a direita.

Passemos então às duas seguintes etapas que já começam a emergir no seio da população humana.

Consoante a etapa onde te encontres, aprenderás coisas novas, ou talvez não.

A diminuição da impressão ecológica (amarelo)

A etapa seguinte é bastante particular na espiral. Graves reparou que uma vez que se chega a estes valores, os valores expressos possuem similaridades com os valores da primeira etapa. Foi então aí que Graves decidiu colocar as etapas em espiral e não sobre uma linha reta.

Esta etapa reintroduz uma noção de sobrevivência. Mas a aproximação é diferente á da primeira etapa. É uma aproximação de sobrevivência global diminuindo o seu impacto pessoal sobre o meio ambiente.

                                                          

Esta etapa surge nos anos 1960, na altura da conquista espacial. Foi ao observar o nosso planeta desde o espaço que muitos astronautas sucumbiram aquilo que se chama o “Overview effect”: uma tomada de consciência da fragilidade do nosso planeta perdido na imensidão do universo.

Pela primeira vez, seres humanos podiam ver pelos seus próprios olhos o planeta inteiro de uma só vez.

As primeiras fotos da terra reportadas pela missão Apollo 8 em 1968 difundiram em larga escala esta tomada de consciência da fragilidade da vida. Numerosos movimentos ecológicos nasceram nesse período.

A lógica do fim do mundo, que está cada vez mais presente na nossa época (crise financeira, ecológica, social, etc…) tem raízes nos indivíduos aos quais os seus valores estão ancorados nesta etapa da espiral.

Uma pessoa que tem valores ao nível desta etapa tem uma visão sistémica do mundo. Sabe observar os sistemas complexos da mecânica da natureza. Sabe que tudo está interligado. Onde muito apenas vêm caos este individuo vê a ordem das construções fractais.

Deixo-vos aqui um pequeno vídeo, que explica um pouco desta complexidade fractal. Um regalo para o intelecto em minha opinião.

Esta visão do mundo sob forma de sistemas complexos, permite àqueles que chegaram até aqui, compreender a visão do mundo de cada etapa precedente, de se colocar no lugar de outra pessoa dentro de outra etapa da espiral.  

São muitas vezes as pessoas que chegaram a esta etapa que tomam consciência da espiral dinâmica. As pessoas das etapas anteriores, têm mais dificuldade em perceber (Mas não impede de saber mais sobre o nosso maravilhoso mundo).

Neste estádio, o tempo acelera-se. Reparamos que foram precisos milénios para que sociedades passassem as primeiras etapas. Hoje, as mudanças ocorrem cada vez mais depressa. Esta rápida mudança, tem como consequência produzir uma sociedade não homogénea. Existe uma explosão de valores. Podemos encontrar 4 ou 5 grupos de calores diferentes numa mesma sociedade.

Apenas 10% da população mundial se encontra nesta etapa. O lema adaptado a esta etapa é: “Experimentar o eu, mas nunca às custas de ninguém, para que toda a vida possa continuar de forma natural e funcional”.

 

O reencantamento do mundo (turquesa)

Esta etapa foi a ultima a ser descoberta. Graves, na sua época, encontrou apenas 6 pessoas em todo o mundo com valores deste tipo. Menos do que eu conheço hoje!

Em 50 anos, o mundo evoluiu bastante e esta etapa tem vindo a instalar-se. Existe uma incongruência tão grande entre esta visão do mundo e as anteriores que a sua integração vai chocar muitas sensibilidades.

Tal como na etapa anterior, vamos na segunda volta da espiral. Esta etapa tem assim algumas similaridades com a segunda etapa: a etapa animista.

O mundo reencantado. Ou seja por mais estranho que pareça, os espíritos da natureza fazem de novo parte da visão do mundo das pessoas desta etapa.

As abordagens sobre esta etapa da espiral vão desde o xamanismo da Europa Celta, explicando as interações com uma consciência global, através da colocação dos sujeitos em questão num estado de “transe” através de plantas psicotrópicas. Revelando os estados modificados de consciência como um veículo para experiências espirituais profundas

Como é o caso das sessões de Ayahuasca praticadas no Perú.

———-> VER VIDEO SOBRE AYAHUASCA QUI <———-

 

Até às experiências científicas comprovadas de geobiologia e experiências de desincorporação as OBE (outside body esperience), que são testemunhadas em coma induzido para o efeito, ou as experiências de morte próxima, conhecidas nesta área pelas NDE (near death experiences)

Deixo-vos aqui uma reportagem em francês muito interessante sobre o tema. Onde um homem pratica a desincorporação voluntária sem indutores, e vai até à pastelaria do lado e depois conta o que vê. 

 

———-> VER VIDEO SOBRE A DESINCORPORAÇÃO AQUI<———-

Nesta etapa, a consciência humana não vem do cérebro mas sim do exterior do Homem. Nesta etapa existe uma energia sob forma de consciência universal, que pode ou não ser despertada consoante a etapa onde nos encontramos na espiral

O lema desta etapa é: “Fazer a experiência espiritual de caráter completo da existência”

Finda esta exposição, espero que pelo menos te tenha dado com que pensar.

A visão do mundo é tua, é tua para nutrires e fazeres crescer.

Mas só serás capaz de mudar a tua visão do mundo, se te permitires mudar a ti mesmo.

Forte Abraço